A nomeação do novo desembargador para última vaga do quinto constitucional levou muitos estudantes de Direito, principalmente os formandos a pensar sobre a necessidade de se compreender melhor o binômio Poder e política na configuração da justiça.
Tal entendimento figurou como um grande desafio, pois temos a impressão que as regras são aplicadas de forma diametralmente oposta ao que está determinado pela lei. E assim, emerge uma reflexão sobre a efetivação da justiça embasada no plano político.
Seria talvez, necessário conhecer com maior acuidade como se constitui a harmonia necessária entre o chefe do Executivo e o poder judiciário, pois com a escolha do novo desembargador, os estudantes de Direito e também os demais cidadãos ficaram curiosos se perguntando por que o terceiro lugar da lista tríplice foi o escolhido em detrimento do primeiro ou segundo lugar.
A princípio se lança um olhar de neófito no mundo da política e do poder na relação com o judiciário, pois se tem a impressão que todo o processo realizado para que se tenha uma lista composta com primeiro segundo e terceiro lugar, não tem significação fática para a escolha.
E sendo assim, talvez seja preciso se lançar um olhar caleidoscópico capaz de captar as imagens do cenário político que constituem a realidade daquilo que repousa no horizonte da justiça.
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